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As 4 abordagens do design

Qual é a sua abordagem de design? Se você mora no Brasil e assim como eu é formado em design em uma faculdade tradicional de design do país, você provavelmente exerce ou já exerceu a abordagem do Genius Design... O que é o Genius Design? Segundo Dan Saffer existem 4 abordagens para o processo de design de qualquer tipo de produto: O Design Centrado no Usuário, o Design centrado na atividade, o Systems Design e o Genius Design. (Veja tabela comparativa abaixo). Segundo a definição, o Genius Design é o processo de design que confia quase que exclusivamente no conhecimento e "inspiração" do designer. Os designer, são neste caso os melhores julgadores sobre o que é bom e o que não é para os usuários. O envolvimento do usuário, quando existe, vem no final do processo, apenas para efeito de validação. Apenas para certificar se o que o designer decidiu fazer realmente funciona. Na verdade a prática do Genius Design é a mais comum e a mais praticada nos dias atuais. Qual o problema desta prática? Pode criar produtos realmente incríveis (Saffer cita o exemplo do IPod da Apple) ou produtos falhos como o Newton (o primeiro computador de mão da Apple), muito provavelmente o fracasso do segundo ocorre pela falta de um envolvimento maior dos usuários no processo. Mas cá, entre nós, pouco realmente se sabe sobre o real processo de criação da Apple (o que vejo é sempre muito vago, não sei nem dizer se eles envolvem o usuário no processo e como). Esta abordagem *pode* funcionar quando estamos falando de um designer experiente que consegue usar o seu conhecimento de experiências passadas na tomada de decisão do que projetar ou não. Ao contrário do nome pomposo, o que se vâ na prática, é uma abordagem que tem várias fraquesas, pois exatamente por ser uma forma mais fácil e exigir menos esforço (de pesquisa e compreensão dos usuários) pode gerar produtos fracos e falhos. Muitas vezes o que vai determinar a abordagem do designer são as suas próprias filosofias, temperamento, visão de trabalho, referências... Ta certo que todas as abordagens podem lá ter as suas fraquesas e pontos fortes e sua utilidade, mas sinceramente, temos de reconhecer que envolver as pessoas no processo, aprender com o uso real das coisas e observar como as pessoas realizam atividades na vida real é a única forma de se aprender realmente sobre o produto que se está projetando. E no final das contas, concordo com o Saffer, quando diz que o melhor é o designer que consegue misturar e transitar entre as diferentes abordagens para atender a um determinado contexto de produção. Exatamente por isso é bom "abrir a mente" e conhecer todas.

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