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Aprendendo a comunicar, comunicando... 6 lições.

Colaboração e trabalho em equipe. Empresas exigem e demandam cada vez mais estas habilidades. No design, colaboração é mais do que exigência. Colaboração é espinha dorsal do processo criativo. Na Latitude14 não é diferente. Constantemente trabalhamos em grupo ou em dupla para discutir ideias, criar conceitos, definir estratégia, interfaces, modelar usuários, pesquisa, etc. Este texto é fruto de uma reflexão sobre o processo de colaborar e comunicar. Entenda o que temos aprendido com o processo e como evitar as armadilhas mais comuns.

1. Discuta ideias divergentes.Não há problema em discordar, deixe que cada pessoa apresente sua idéia. Discussões e processos de criação em grupo podem ser divertidos e também estressantes.  Seu modelo mental pode ser diferente do das outras pessoas da equipe. Procure similariedades entre as ideias divergentes. Aponte como sua ideia pode completar as ideias sendo discutidas por outros da equipe.

2. Construa sua ideia em cima da do outro.Há momentos para discordar, concordar e também somar. Procure construir sua ideia a partir da do outro. Procure pensar: "Como eu posso complementar essa ideia para que ela cresça ou melhore?". Esse é o real espírito de colaboração, esquecido por todos nós muitas vezes.

3. Esclareça conceitos e termos usados na discussão. É  bem comum presenciar pessoas "discordarem concordando". Ou seja, embora estejam usando axiomas e terminologias diferentes, concordam e defendem a mesma ideia, embora não percebam. Esse tipo de discussão pode ser bastante improdutiva e não levar a lugar algum. Para evitar esse ruído de comunicação a equipe deve tentar procurar uma linguagem em comum. A equipe deve procurar definir termos ambíguos e que tenham significados subjetivos. Por exemplo, quando uma pessoa diz "Eu acho que nesse produto deve haver um gerenciador de eventos..." Antes de tudo, você pode pedir para a pessoa definir "gerenciador de eventos". O que ela entende, ou quer dizer, com isso? Quais ideias estão implícitas ali? Assim, você pode verificar se o que ela entende por "gerenciador de eventos" é o mesmo que você. Esse processo de alinhamento de linguagem é um processo complexo e dinâmico, que na minha visão, ocorre espontaneamente no relacionamento entre pessoas que convivem ou trabalham juntas, ao longo do tempo. A experiência e frequência com que as pessoas se relacionam e se comunicam facilitam naturalmente esse processo. No entanto, quando ciente deste alinhamento, um grupo pode procurar facilitar esse processo, seja entre pessoas que trabalham juntas a algum tempo ou entre pessoas de um grupo recém formado. Para que haja uma comunicação efetiva e colaboração real e eficiente, é necessário um esforço mútuo.

4. A decisão é do grupo, nem sua nem dos outros. Discondância de ideias, opiniões e modelos mentais são naturais e geram discussões. Mas sabemos que muitas decisões e acordos podem agradar mais uns que outros. Nem sempre nossa visão ou argumento é aceito por todo o grupo. Sim, alguém terá que ceder, em um momento ou outro uma decisão é tomada e uma visão pode prevalecer. E se, por acaso, foi você que cedeu em determinado momento, aceite a decisão como decisão e acordo coletivo. É comum e natural querer "provar" que estava certo, em outros momentos após a decisão tomada. Não caia nessa armadilha de loop infinito de discussão. Evite desconfortos desnecessários na equipe

5. Não entendeu? Vou desenhar. Não espere que o outro entenda seu ponto, sua ideia, ou sua solução de interface apenas a partir de sua comunicação verbal. Comunique também com diagramas, fluxos, protótipos de papel. Use post-its para separar e organizar as ideias, lápis e papel sempre a mão. Isso tem nos ajudados infinitamente a melhorar e estruturar melhor nossas ideias em discussões em grupo.

6. Não há receita de bolo para colaboração. Discordar sabendo construir, complementar ideias, alinhar linguagens, procurar por concordâncias, aceitar decisões coletivas, saber comunicar visualmente e criar algo junto, é uma arte. Lições como estas  são apenas o começo... Temos ainda muito o que aprender.

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